sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Bizz 20 Anos - Edição Comemorativa (CD-Rom)


Revista Bizz (A Bíblia do Rock no Brasil)
Edição lançada em comemoração de 20 anos da revista mais importante de música no Brasil.

A Coleção Completa (192 edições + Especiais em 7 CDs)
Mais de 15 Mil Páginas na Íntegra

Para Ler, Pesquisar e Imprimir

Todas as reportagens, críticas e entrevista!
+
Extras Raros e Inéditos

A História do Rock e do Pop para sempre em Seu Computador



quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Luciano Bahia


Luciano Bahia é cantor, compositor e tecladista.
Participante ativo do cenário musical da década de 80, Luciano agitou as pistas com hits como: Carol, Dany, Marrom Glacê, Highway, "10 Minutos" e, atualmente, esta agitando com "Muita onda"
Seus sucessos podem ser encontrados nos discos Carol,Amor Reacionário e SLIDANCING.
Foi o fundador do primeiro projeto de cover dance carioca, o "SLIDANCING".
Crítico musical atuante, escreve para a coluna Aeronovas, uma coluna eletrônica mensal sobre os mais recentes lançamentos em CDs e DVDs.

Vírus


A banda iniciou suas atividades no ano de 1981, na cidade de São Paulo, com a seguinte formação: Flávio Fernando de Barros (vocal), Fernando Silva Muniz "Piu" (guitarra solo), Renato César de Barros (guitarra base), Cássio Henrique Jr.(baixo) e Caio Montenegro De Capua (bateria). 
chegou até mesmo ser a banda mais popular de São Paulob e uma grande promessa de sucesso. 
Infelizmente só participaram da compilação S.P. Metal I (1984), com as músicas: Matthew Hopkins e Batalha no Setor Antares, a arte das capas dos dois volumes desta compilação são de autoria do vocalista Flávio. Em 1986 iniciaram a gravação de um disco que sairia pelo selo "Lunário Perpétuo", só que nem chegaram a terminar as gravações, em virtude de desentendimentos entre os empresários da gravadora.
Encerraram as atividades no início de 1988, 

Espírito da Coisa


Grupo de pop-rock formado por Cláudio (voz), Dila (voz), Victor (voz), Katita (voz), Paulo Correa (guitarra, piano, violão, flauta e voz), Guilherme (teclados, saxofone e flauta), Cláudio Matheus (baixo) e Sobral (bateria e percussão) na cidade do Rio de Janeiro, em meados da década de 1980, seguia a proposta musical da Blitz, isto é, canções leves e com letras bem-humoradas, sem, contudo, jamais obter o sucesso da original. Iniciou a carreira participando de duas coletâneas, em 1985: uma lançada pela Top Tape "Indústria do rock", e outra pela Som Livre, relativa ao programa "Globo de Ouro". No ano seguinte, lançou o primeiro e único disco, "O Espírito da Coisa", também pela Top Tape.

3 Hombres


Banda paulista do início dos anos 1990. O 3 Hombres era formado por Daniel Benevides, Jair Marcos (ex-Fellini), Minho K e Sérgio Alaune.O disco "De Volta Ao Oeste", lançado pela Baratos Afins,é considerado um das 5 maiores pérolas esquecidas do Rock brasileiro, um disco espetacular que pouco se fala e que quase ninguém ouviu . Rock simples com doses de blues e um vocal, de Benevides, perfeito ao som da banda. 'Hotel', 'Trem', 'Tonel na Estrebaria' e 'Canção' são músicas obrigatórias, não só no underground paulistano, por onde circulou o 3 Hombres, mas em escala maior. 

Daniel Benevides (Jack Daniel)(vocal), Minho K (guitarra) (Falecido) 
Jair Marcos (baixo e guitarra),Thomas Pappon (guitarra) Sweet Walter(bateria).

Ainda integraram a banda:

-Sérgio Alaune(bateria)(Falecido em 95)
-Lema (baixo)
-Samuel Thor (bateria)
-Roberto Tomé (bateria)
-Marcos Stefani (bateria)
-Ronaldo Passos (guitarra)


Telefone Gol


Banda que fez um sucesso estrondoso no inicio dos anos 90. Mesmo sem ter lançado nenhum disco, mais foi sucesso e tocaram em grandes eventos um deles o VIVA CAZUZA em 1990.

A banda TELEFONE GOL em sua estreia tocou a música Rock'n Geral no show "Viva Cazuza", em 1990, na Praça da Apoteose, no sambódromo do Rio de Janeiro.

Formação:

Dé - baixo e voz
Nani Dias - guitarra
Sérgio Serra - guitarra e voz
Kadu Menezes - bateria

Avenger


A banda Avenger liderada pelo vocalista Paulo Egydio Rossi surgiu em 1983 no bairro de Guarulhos em São Paulo. Além de Paulo, a banda contava com Roberto (Bob) na guitarra, Luiz Teixeira no baixo e Gilson na bateria. Assim como muitas outras bandas paulistas, o grupo fazia um Heavy Metal competente e bem tradicional influenciado pelo estilo das bandas inglesas do mesmo período. Estilo este, que no seu início teve o nome “The New Wave of Heavy Metal”.

Esta banda, infelizmente, seguindo a norma geral, não conseguiu sobreviver por muito tempo. Entretanto, no curto tempo que esteve ativa, conseguiu lançar duas músicas na famosa coletânea SP Metal produzida pelo Luis Carlos Calanca da loja e gravadora Baratos Afins. Além disso, ainda teve uma música incluída na coletânea São Power produzida por mim e lançada pela loja e gravadora Devil Discos.Mas, voltando ao Avenger, estas duas músicas gravadas para a colêtanea SP Metal, pelos motivos acima expostos, sofreram na gravação e mixagem não conseguindo capturar o melhor que a banda tinha a oferecer.

Ao vivo, a coisa era bem diferente. O Avenger agradava muito com um show energético e cheio de surpresas.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Rock Brasil 80 Revisitado (Por Eles Mesmos)

 
Compilação feita com os artistas dando uma nova roupagem aos sucessos consagrados ao longo de suas carreiras. Todas as músicas estão contidas nos discos de carreira de cada artista.
Uma viagem no tempo que o tempo não apagou.
 
 
 
01. Zero - Agora Eu Sei                               
02. Uns & Outros - Carta Aos Missionários             
03. Plebe Rude - Proteção                             
04. Marcelo Nova - Só o Fim                           
05. Ira! - Mudança de Comportamento                   
06. Titãs - Sonífera Ilha                             
07. Celso Blues Boy - Aumenta Que Isso Aí É Rock'n Roll
08. Biquini Cavadão - Tédio                           
09. 14 Bis - Planeta Sonho                            
10. Hanoi Hanoi - O Tempo Não Pára                    
11. Capital Inicial - Musica Urbana                   
12. Leo Jaime - Sonia                                 
13. Dr Silvana & Cia - Serão Extra                    
14. Blitz - Dois Passos do Paraíso                    
15. Ultraje a Rigor - Nós Vamos Invadir Sua Praia     
16. Luciano Bahia - Carol                             
17. Os Paralamas Do Sucesso - Mensagem De Amor        
18. Kid Abelha - Como Yo Quiero                       
19. Paulo Ricardo & Renato Russo - A Cruz E A Espada                 
20. Sempre Livre - Fui Eu                             
21. Kiko Zambianchi - Rolam as Pedras                 

Desvio Padrão

 
O Desvio Padrão apareceu no cenário Nacional repentinamente através de uma gravadora grande a WEA. E tem o seu trabalho divulgado através de rádios como a Fluminense FM.  O Primeiro e único LP lançado foi um MIX com 3 músicas em 45 RPM.
 
Formação:
 
Renato
Roberto
Júlio
                                                                           Ricardo

Tributo a Renato Russo (Legião Urbana)

 
 
01-Que País é Esse - Paralamas do Sucesso                    
02-Angra dos Reis - Biquini Cavadão                          
03-Teorema - Ira!                                            
04-Mais Do Mesmo - Viper                                     
05-Tempo Perdido - Paulo Ricardo                             
06-Sete Cidades - Titãs                                      
07 - Química - Plebe Rude                                    
08-Quando O Sol Bater Na Janela do Seu Quarto - Barão Vermelho
09-Quase Sem Querer - Nenhum de Nós                          
10-Baader Meinhoof Blues - Charlie Brown Jr.                 
11-Índios - Léo Jaime                                        
12-Eu Sei - Pato Fu                                          
13-Será - Toni Platão                                        
14 - Geração Coca-Cola - Cidade Negra                        
15-Ainda é Cedo - Marina                                     
16-Daniel na Cova dos Leoes - Sukhoi                         
17-Maurício - Célia Porto                                    
18 - Por Enquanto - Vanessa da Mata                          
19-Tempo Perdido - Capital Inicial                           
20-Vinte e Nove - Isabela Taviani                          

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Intelligence

 
Grupo de primeira linha, gravadora com estrutura, músicos competentes e com passagem por grandes bandas como Casa das Máquinas e Tutti Frutti e com estreia abrindo para a Nina Hagen. Nada disso fez com que o Intelligence se firmasse no Boom do Rock Brasileiro dos 80. Uma pena, pois gravaram um LP pela RCA com qualidade impecável. Vale o registro desta grande banda.
 
Formação:
 
Simbas: Vocal
Cláudio Serra: Guitarra
Pedro: Baixo
Albino: Bateria

Artigo 171

 
Grupo de Rock que fez parte do exército de bandas que deram sustentação ao rock brasileiro dos anos 80. Lançaram uma espécie de mini-LP em 45 RPM pela Provence Produções e distribuído pela então WEA. Conseguiram emplacar a música Dodjão em Rádio como a Fluminense FM e Transamérica.
 
Formação:
 
Kakau Figueiredo: Vocal
Cléber Rennó: Teclados
Marcelo Prado: Guitarras
Pedrão Freitas: Guitarras
Alexandre Almeida: Baixo
Douglas Silva: Bateria

Syndicatto

 
Grupo surgido na década de 80 que fez bastante sucesso com a música "Perigosa". Fez parte da trilha sonora da Novela Cambalacho (Rede Globo) de 1986. Lançou um LP pela CBS-OPUS-COLUMBIA. Pouco se sabe por onde anda os componentes desse que foi mais um grupo que perdeu-se com o tempo na década de 80
 
Formação:
 
Elias: Voz
Isidoro: Guitarras e Vocal
Luiz Antônio: Teclados e Vocal
Ricardo Manzo: Baixo e Vocal
Élcio Cáfaro: Bateria

Grupo Roma

 
Banda que surgiu no final da década de 80 e começo dos anos 90, gravou seu único LP individual chamado de Caras pela continental em1990 pelo estúdio da Transamérica e emplacou duas músicas Mocréia e Eu e Beth na linha Rock Humor.  Participou também da Coletânea Chamada Rock Que Rola,
 
Formação:
 
Ricardo Amorim Voz, Violão e Percursão
Ary Menezes - Baixo e vocal
Maurício Contrucci - Teclados e Vocal
Carlos Granja -Guitarra e Vocal
Marcelo Macedo - Bateria e vocal

Rock Memory



Banda Paulista  surgida em meados dos anos 80 quando Rock Nacional já começava  perder força nas mídias. Emplacou um Sucesso Radiofônico "Sozinho na Cidade". Lançou em 1987 o primeiro LP e único LP pela Continental. Uma espécie de EP com 6 Músicas. Ainda teve oportunidade de aparecer em programas televisivos  como o  Perdidos na Noite e Boca Livre. Uma pena não ter vingado.

Formação:
 
Fábio Cirello: Teclados e Vocais
João Kurk: Guitarra Base e Vocal
Eduardo Leão: Baixo e Vocais
Ricardo "Brasa": Bateria e Percussão
Ronaldo Paschoa: Guitarra Solo e Vocais


domingo, 15 de dezembro de 2013

O ROCK EM CAMPINA GRANDE NA DÉCADA DE 80

 
 
Meados dos anos 80 e o Rock no Brasil tomou conta do país. De norte a sul do país as bandas multiplicavam-se como coelhos. Em Campina Grande não foi diferente.
Apesar da precariedade dos instrumentos e a falta de local pra tocar, eis que alguns jovens fizeram a cena acontecer. Algumas Bandas apresentadas são as que tive acesso em um grupo fechado numa rede social. Muitas outras não estão presentes devido a falta de material para ser colocado a serviço da cidade.
 
Eis as bandas citadas:
 
NEPHASTUS
KRUEGER
HÓSTIA PODRE
ALBATROZ
MORTHIFERA
JAH
INTERITUS
IRA METALICA
DOMBER
DOI CODI
CAVEIRA BAND
 
 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Marco Antonio Araújo

 
Marco Antônio Araújo nasceu no dia 28 de agosto de 1949 em Belo Horizonte, Minas Gerais. Mesmo não tendo nenhuma influência musical em sua família, o seu destino já estava traçado para a arte. Em 1968, Marco Antônio entrou para uma banda chamada Vox Populi, que ainda chegou a gravar um compacto através de um pequeno selo chamado Bemol.
 
 

Cheiro de Vida

 
Banda Gaúcha formada e m 1978 com músicos de primeira linha e que não conseguiram notoriedade no meio musicas dos anos 80, talvez por falta de divulgação da grande mídia. O Cheiro de vida faz música instrumental baseado em elementos da musica brasileira e improviso do Jazz tradicional. Lançou um único disco mas que trata-se de discoteca básica para pessoas de bom conhecimento musical.
 
 
Formação:
 
Carlos Martau - Guitarra
Paulo Supekóvia - Guitarra
André Gomes - Baixo
                     Alexandre Fonseca - Bateria                    


terça-feira, 19 de novembro de 2013

O Rock Brasiliense Invade o Brasil

 
 
 

Inocentes 30 Anos (documentário)

 
 

Xarada

 
Em 1985, mais um enigmático e obscuro lançamento do pernambucano, desta vez pela CBS, com produção de Mariozinho Rocha. Trata-se do grupo "Xarada" que tinha a seguinte formação: Lenine na voz e guitarra, Caxa na guitarra e vocal, Fábio Girão no baixo e vocal, Duda na bateria e vocal e Sartori nos teclados e vocal. Hoje, com o sucesso internacional e o reconhecimento de seu talento por todos, esses três compactos de Lenine são bastante procurados por seus admiradores mas como poucas cópias devem ter chegado às lojas, a maioria foi para as rádios, como promocionais, os discos são verdadeiras raridades da carreira de Lenine.

Omar e os Cianos

 
Banda Tecno-paulista de muita originalidade que não chegou a gravar nem um LP. Apenas participou de alguns "Pau de Sebo" e lançou compacto. Chegou a participar de programas televisivos. O Maior destaque é a voz da Cantora Fabiane.  Destaque para a musica 24 Horas no Ar que fez parte da trilha sonora do Filme Rock Estrela de 1986.

Robertinho do Recife

 
Robertinho de Recife, por vezes chamado de Robertinho do Recife, nome artístico de Roberto Cavalcanti Albuquerque (Recife, 1965), é um guitarrista, compositor, produtor musical, instrumentista e arranjador musical brasileiro. Considerado por muitos como um dos grandes guitarristas do Brasil, sua trajetória no universo da música popular consagra-o como profissional de múltiplos talentos e iniciativas.
Começou a tocar ainda menino, sendo logo apontado como guitarrista prodígio. Aos 12 anos, já considerado virtuose, apresentava-se tocando até com os pés. Ainda como aluno de seminário, estudou música sacra.
No final dos anos 1960, acompanhou alguns ídolos da Jovem Guarda, como Rosemary e Jerry Adriani. Tocou em bandas pop nos Estados Unidos e também em transatlânticos em cruzeiros pela costa brasileira, sendo solicitado em modalidades como o blues, o jazz e o country.
No período em que foi músico de estúdio, tocava estilos radicalmente diversos ao acompanhar artistas como Jane Duboc, Cauby Peixoto, The Fevers e Hermeto Pascoal. Outras modalidades que também tocou incluem o heavy metal e a música infantil. Na ocasião do lançamento de seu disco "Rapsódia Rock", em 1990, apresentava-se vestido de Mozart.
Em 26 de abril de 1985, Robertinho, juntamente com sua banda, o Metal Mania, abriu um show para a banda norte-americana Quiet Riot em São Paulo. O mesmo ocorreu no Rio de Janeiro e em Porto Alegre.
Em 1988, Robertinho fundou o grupo musical Yahoo, porém deixou a banda um ano e meio após sua fundação, em 1989. A banda ficou bastante conhecida por fazer versões de grandes sucessos internacionais com letras em português.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Virgem Atômica

 
A banda surgida em 1984 merece nossa lembrança porque além de ter
sido de nossa do Rio Grande gravou nos estúdios Eger de Porto Alegre,
lançou um disco que até hoje é cultuado pelos pesquisadores tanto de
Heavy Metal quanto de Hard Rock pelo mundo a fora e tem até sua
ficha técnica exposta no famoso site de metal Encyclopedia Metallum.
Formação:
Paulo César Peters – Vocais
Marcos Fernandez – Guitarras
Mauricio Victor Baixo
Luiz Couto – Bateria.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Heavy Metal Anos 80


01. A Chave do Sol - Um Minuto Além      
02. Harppia - Salém (A cidade das bruxas)
03. Platina - Fascínio                   
04. Azul Limão - Satã Clama Metal        
05. Stress- Sodoma E Gomorra             
06. Centurias - Duas Rodas               
07. Acidente - Sociedade do Mal          
08. Inox - Micróbios Afins               
09. Taurus - Rebelião dos mortos         
10. Alta Tensão - Submundo da Carne      
11. Salário Mínimo - Anjos da escuridão  
12. Metalmorphose - Correntes            
13. Anthares - Vingança                  
14. Korzus - Guerreiros do Metal         
15. Overdose - Anjos do Apocalipse       
16. Sepultura - Polícia                  


domingo, 28 de julho de 2013

Underground Carioca 80


01. Elemento Visado - Fim de Corredor                  
02. Uns & Outros - Sob Um Sol de Grafite               
03. Bia Sihon - India                                  
04. Vid & Sangue Azul - Rio De Janeura                 
05. Ethiopia - Minha Vida Em Suas Mãos                 
06. Malu Vianna  - Saio do Ar       
07. Braz - Olhar Final                                 
08. Aliados - Olhos                                    
09. Eterno Grito -Silêncio                            
10. Black Future - Eu Sou o Rio                        
11. Rosa Púrpura - Chuva de Mel                        
12. Etiqueta Social - Gang Metropole                   
13. Maurício Mello & Companhia Mágica - Tenho que Viver
14. Lado B - Arte e Cultura                            
15. Desvio Padrão - Baby Que Horror                    
16. Artigo 171 - Dodjão                                
17. Sinal Fechado - Mêdo                               
18. Via 11 - A Cura da Solidão                         
19. Hóasis - Pra Você                                  
20. Os Ronaldos - I Love You      

terça-feira, 23 de julho de 2013

SAR - SOVIET AMERICAN REPUBLIC


SAR é a forma abreviada do nome Soviet American Republic, um quinteto psychobilly  paulistano cultuado entre o restrito público do gênero. O SAR teve a atitude pioneira de trazer letras em inglês numa época em que poucas bandas brasileiras se arriscavam no idioma bretão. A maneira de cantar bastante peculiar do vocalista Niki Nixon mostrava completa sintonia do SAR com os grandes nomes do psychobilly mundial, tais como Guana Batz, Meterors, Cramps e Demented Are Go.


Sangue da Cidade


1975 marcou a primeira apresentação ao vivo da banda, que chegou a se apresentar por duas vezes, ainda no final dos anos 70, em um programa da extinta TV Tupi, que se chamava “Olimpop”. Mas eles fariam sucesso, mesmo, somente a partir da virada dos anos 80, mais precisamente a partir de março de 1982, através das ondas da saudosa Rádio Fluminense FM. A Maldita, como era conhecida a emissora de Niterói, tocava o que as outras rádios não tocavam, e passou para a história como a maior rádio rock que esse Brasil já teve, em todos os tempos.

O Sangue da Cidade era, então, uma das bandas mais executadas na rádio, sendo parte integrante do emergente rock nacional que, àquela altura, surgia com uma força incrível, ao lado de outras bandas como Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, e outras mais.

A música “Hora do Rush” estourou na Fluminense FM. A banda passou a receber então vários convites pra tocar. Fizeram uma série de shows antológicos no Circo Voador, incluindo a própria estréia dessa famosa casa de shows, quando ainda se localizava no Arpoador, juntamente com a Blitz, o Barão Vermelho e o Atlântico Blues. Fizeram inúmeros shows com lotação esgotada, como no lendário Teatro Ipanema e no Canecão, por exemplo, e participaram do Festival de Juiz de Fora.

O sucesso inicial através da FLU FM, em determinado momento, já não era suficiente, e a banda percebeu a necessidade de compor um material mais direcionado à música pop, ou um pouco menos pesado, enfim, digamos assim, com o objetivo de ganhar mercado, para tentar atingir um público maior. A missão era complicada: precisavam de uma música que fosse curtida pelo público underground, afinal o Sangue da Cidade era basicamente uma banda de rock, mas também pelos que ouviam as rádios mais populares.

Surgiu, então, “Dá Mais Um”, música que, por certo receio de problemas com a censura, rebatizaram para “Brilhar a Minha Estrela”. Dessa vez, eles acertaram o alvo, e foi na mosca: o Sangue da Cidade tornou-se um sucesso nacional. Dicastro & Cia. apresentaram-se, por exemplo no saudoso Chacrinha (O Velho Guerreiro), Globo de Ouro e Cometa Loucura da Rede Globo. Todo o acervo musical da banda, incluindo os vídeos com estas imagens, pode ser baixados gratuitamente, através do site oficial da banda, o www.sanguedacidade.com.br

Passaram pelo Sangue da Cidade excelentes músicos como o próprio Dicastro, guitarrista e compositor da banda, além do baixista Ronaldo Jones e seu irmão Romney, os vocalistas Roberto Cartier e o Vid, além do tecladista, PH, e uma verdadeira coleção de bateristas, como o Negão Vico, o saudoso Peninha, o Otávio Henrique, o Renato Massa e o Rodrigo Grandão, que era quem detonava as baquetas na principal fase da banda, entre 1981 e 1984.

Santuário


O Santuário foi formado em uma sexta-feira 13, em agosto de 1982, na cidade de São Vicente, litoral de São Paulo, por Julio Michaelis Jr. (vocal), Ricardo "Micka" Michaelis e Armando Bandech (guitarras), Jorge "Rato" Bastos (baixo) e Alessandro Marco (bateria). Tempos depois, ocorre a saída de Bandech e, como quarteto, participa das gravações da segunda edição da coletânea "SP Metal". O Santuário, que já chamava a atenção em seus shows, obteve grande repercussão entre os fãs com as faixas Espartaco, Gladiador Rei e Santuário. Tudo corria bem até o início de 1986, quando Julio Michaelis Jr. passou por sérios problemas de saúde e teve de se afastar, até que foi efetivamente substituído. No período em que não se confirmou a saída do vocalista, a função nos shows inicialmente era dividida por "Micka" e "Rato" e, posteriormente, apenas por "Micka", ficando o Santuário como um trio. Nesta fase, dois shows realizados em São Paulo foram marcantes. O primeiro, realizado em fevereiro de 1986 no Teatro João Caetano, ao lado do Jaguar, e o segundo, ocorrido a 8 de junho, fazendo a estréia do Espaço do Rock, no Parque do Carmo, ocupando a lacuna deixada pela Praça do Rock, que era realizada no Parque da Aclimação. Depois disso, o Santuário foi convidado a tocar na Colômbia e para isso resolveu recrutar um vocalista, César Zanelli "Cachorrão". Após a turnê, ocorre a saída de "Cachorrão" para o Centúrias e a banda passa a fazer testes para encontrar um novo 'frontman'. Eduardo Camargo (ex-Centúrias e Sídero) chegou a ser testado, mas Beto Damião acabou ficando com o posto. Assim, Beto Damião (vocal), Micka (guitarra), Jorge "Rato" Bastos (baixo), Alessandro Marco (bateria) e Marcelo (teclado) gravam uma nova Demo, já com outra proposta musical, mais próxima da linha dos trabalhos de Yngwie Malmsteen. Em seguida, a banda realiza dois shows e sai de cena. Com o fim oficial anunciado, Micka e Beto se juntaram a alguns ex-músicos da banda Pegasus para montar o Naja, seguindo em músicas como Uma Só Voz, Warriors, Nossa Vez e Sem Perdão, uma linha AOR/Hard Rock. Os antigos fãs do Santuário torceram o nariz, mas mesmo assim o Naja seguiu em frente. Tempos depois a banda se dissolveu e Micka se uniu ao vocalista China Lee (Salário Mínimo), criando o Extravaganza, que lançou em 1994 o álbum O Prazer é Seu! (Continental), que obteve sucesso até nas rádios e na TV. Mesmo assim, o Extravaganza se dissolveu e desde então os músicos que passaram pelo Santuário sumiram de cena. Na entrevista a seguir, Ricardo "Micka" Michaelis fala mais sobre a banda, sua carreira e a participação no "SP Metal 2".

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Underground Paulista 80

Para quem lembra da cena underground do Rock Brasil que se concentrava em grande parte em São Paulo, berço do Rock, das gravadoras independentes e de locais de pequeno porte e que abrigavam jovens que não se importava com o som imposto pelas grandes gravadoras. "Se é verdade que a História é escrita pelos grandes nomes que merecem o reconhecimento "a parte, ou quase isso, também é verdade que sem a multidão de soldados, muitos deles desconhecidos nunca teríamos saídos do lugar". Afinal o exército não se faz apensas de Generais.  Aqui um pequena lembrança de alguns nomes que fizeram de São Paulo o verdadeiro underground.          



01 - Kafka - Valsa do Medo                            
02 - Nau - Calculos Astronômicos                      
03 - Crime - Morra                                    
04 - Azul 29 - Video Game                             
05 - Voluntários da Pátria - Verdades e Mentiras      
06 - Cabine C - Tao Perto                             
07 - Varsóvia - Noites                                
08 - Fellini - Rock Europeu                           
09 - Zero - Herois                                    
10 - Akira S & As Garotas Que Erraram - Ana Lógica    
11 - Mercenárias Proverbios do Inferno                
12 - Vzyadoq Moe - Não Há Morte                       
13 - Muzak - Onde Estou                               
14 - Ness - Uma História                              
15 - Gueto - Luta                                     
16 - Coke Luxe - Rock 'O Azarado'                     
17 - 365 - 31 de Março                                
18 - Patife Band - Pesadelo                           
19 - Kães Vadius - Homem-Lagarto                      
20 - Clínica - Gula                                   
21 - Maria Angélica Não Mora Mais Aqui - Absinto Me Só
22 - Não Religião - Juventude a Vacuo                 
23 - Smack - Desespero Juvenil                        
24 - Ave de Veludo - Olhos Acesos       


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Baladas Do Rock 80


01-Metrô - Johnny Love                           
02-Radio Táxi - Coisas de Casal                  
03-Engenheiros do Hawaii - Somos Quem Podemos Ser
04-Biquini Cavadão - Meu Reino                   
05-Léo Jaime - É Eu Sei                          
06-Kid Abelha - Como Eu Quero                    
07-Lobão - Me Chama                              
08-Capital Inicial - Fogo                        
09-RPM - A Cruz e a Espada                       
10-A Cor do Som - Menino Deus                    
11-Barão Vermelho - Eu Queria Ter Uma Bomba      
12-Lulu Santos - Certas Coisas                   
13-Egotrip - Kamikase                            
14-Paralamas do Sucesso - Romance Ideal          
15-Dr. Silvana & Cia - Coisa Mais Gostosa        
16-Legião Urbana - Por Enquanto                  
17-Heróis da Resistência - Só Pro Meu Prazer     
18-Garotos de Rua - Eu Já Sei                    
19-Sempre Livre - Esse Seu jeito Sexy de Ser      
20-Rita Lee - Cor de Rosa Choque      

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Telex


A Banda Telex surgiu no mundo do rock com só delírio - um rock super efervescente que fazia parte de "paus de sebo" lançada pela CBS. O Telex traz um humor muito inteligente, é paulista e destaca-se pelo forte instrumental a cargo de Oswaldo Gennari (baixo) Leonardo Giodano (bateria), Mauricio Pedrosa (teclado e vocal) e Tadeus Eliezer (guitarra).

Pepino Irritadiço


A proposta da banda era cantar as dificuldades sócio-políticas e eoclógicas dos brasileiros de uma forma fácil e divertida. O problema da corrupção  ou a luta do dia-a-dia contra as instabilidades e incertezas que os cercam. os temas escolhidos para a gravação do disco.
O Pepino Irritadiço conta com Christine e Carola (vocais), Raul Jr. (guitarra), Nelson (baixo) e Paulo (bateia) e ainda Fernando Tibiriçá (Vozes), que deu nome ao grupo e fez as letras do grupo junto com Raul, Paulo e Nelson. Sendo que os três rapazes, antes de fazerem parte do Pepino Irritadiço, atuavam no grupo Ficle-Pickle, que fez uma ótima carreira nas casas noturnas de São Paulo. Sátira, humor e ironia são parte integrante das músicas do grupo. Mas o toque especial fica mesmo por conta do rock esfuziante do Pepino Irritadiço, que vem engrossar o caldo das boas novidaes na área da Música Jovem.
A tudo isso creditamos o nome do Fernando Tibiriçá, que gentilmente nos agradeceu a lembrança do grupo.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Pin Ups


Formado em 1988, o Pin Ups é o mito do rock alternativo brasileiro. Quando os primeiros discos da cena britânica chegaram ao Brasil, a banda já era assídua nos palcos do Espaço Retrô – a casa mais cult de São Paulo, administrada pelo boa praça Roberto. Porém, a história começa um pouco antes. 
Em 1987, Zé Antônio e Luís Gustavo ensaiaram com duas garotas, mas desistiram porque elas tocavam muito mal. Até então denominados Bela Molnar - referência à uma personagem do filme "Estranhos no Paraíso", de Jim Jarmush - decidiram testar alguns amigos até que encontraram Marquinhos, o quinto baterista a ensaiar com a dupla. Como um trio e rebatizados como Pin Ups, tocaram pelos buracos de São Paulo, até assinarem um contrato com a Stilleto, graças à ajuda do amigo Thomas Pappon, do Fellini.
A sonoridade da banda com o nome inspirado num disco de David Bowie, destoava de tudo o que era feito na época no Brasil e a sintonia com o que havia de mais moderno na Inglaterra e nos Estados Unidos mostrava uma banda de personalidade não só nos palcos, como no estúdio. 
Apesar de várias referências saltarem dos sulcos do vinil e da capa do primeiro álbum, "Time Will Burn" (1990) foi o marco inicial de uma cena que já criou gerações de bandas cantando em inglês. Na capa, o trio formado por Zé Antônio (guitarra), Marquinhos (bateria) e Luís Gustavo (vocal e baixo) apresentava um visual típico de bandas inglesas que assolariam o Brasil anos depois. 
GROOVE
As canções também seguiam por esse caminho. Distorção, vocais sussurrados e um groove possibilitando dançar ao som de rock. Assim, muito antes de Primal Scream e Stone Roses, o Pin Ups já embalava a garotada com "Sonic Butterflies", "The Groover" e "Kill Myself". Como não podia ser diferente, o disco também trazia as baladas "down" (o que seria caracterizado e pasteurizado como dark no Brasil). Enquanto o Jesus and Mary Chain tocava pérolas como "Darklands’, o Pin Ups tinha "Bleed", "Hard to Fall", "These Days" e "Thousand Times".
A referência britânica ficou mais evidente em 1992, com o lançamento do projeto Gash. Um disco repleto de baladas acústicas e psicodélicas, bem antes dos irmãos Gallagher formarem o Oasis. Um disco primoroso melodicamente. Enquanto o Spacemen 3 mal era conhecido por aqui, o Pin Ups gravou um disco "viajandão" que tinha até cítara ("Ganesha"). "Most of the Time" era a sintonia com o que Sonic Boom e Jason Pierce faziam na Inglaterra. Baladas como "Candle", "Life’s Gonna Hit", "Got That Fire", "Can’t Pretend" e a regravação de "Hard to Fall" contribuíram para um status de banda idolatrada no underground. 
Curiosamente, "Gash" continua muito atual. Afinal, hoje em dia, tanto no Brasil como em qualquer outro país que tenha uma mínima cena alternativa, é comum bandas com uma sonoridade lenta e melódica. Foi em "Gash", já contando com Alê na formação, que a baixista deu os primeiros passos, ou melhor, cantou os primeiros versos (na cover "A Day in the Life", dos Beatles) e, três anos depois, assumiria os vocais titulares da banda.
Em seguida, veio o disco "Scrabby?", uma guinada na sonoridade. Enquanto o primeiro álbum remetia à uma linha mais indie britânica, o segundo a algo mais psicodélico e acústico, o terceiro vinha pesado, com uma mistura de Velvet Underground, Stooges e MC5. Era o disco com a cara de Luís Gustavo. Vocais berrados e ritmos perfeitos para embalar a postura de palco do polêmico, blasé e displicente vocalista. Gravado em meio à muita briga no estúdio, o disco elevou a banda como a maior referência do meio independente brasileiro, graças à liberdade no selo Devil, por onde também saiu o quarto álbum, "Jodie Foster" (1995), iniciando a trilogia cinematográfica na discografia.
NOVA FASE
Assim que acabou a gravação do disco, Luís Gustavo deixou a banda para cuidar da família e seguir carreira na publicidade como quadrinhista. Luís nem fez o show de lançamento do disco, que foi feito com a baixista Alê nos vocais e com o guitarrista Peu na segunda guitarra. Aliás, Peu foi o responsável por uma das passagens mais curiosas na história do Pin Ups: foi dispensado por ser muito virtuoso. Ou seja, por tocar muito bem.
Com Alê à frente da banda, tanto a sonoridade quanto a imagem ganharam novos conceitos. Os vocais de Alexandra Briganti levou a banda ao bubblegum, com canções assobiáveis. Sem contar que Alê era mais simpática que Luís Gustavo, sempre disposta a bater papos com os fãs, coisa que Luís raramente fazia. Porém, Alê também "rodava a baiana" de vez em quando sem levar desaforos para casa e com uma postura anti-sexista.
Apesar de no disco Alê cantar somente uma música, "Witkin", os shows de divulgação traziam todas canções do disco de vocais gritados com uma voz doce, suave e uma banda mais alegre. Como bônus, o disco traz três músicas antigas em versão acústica.
Em 1997, o quinto álbum trazia outra formação. "Lee Marvin" foi gravado com Eliane na segunda guitarra e Fávio substituindo Marquinhos na bateria. O disco começa calmo com a bela "Weather", mas a guitarra de Zé Antônio dita o ritmo a partir da segunda faixa. 
Este disco é um dos mais inspirados da discografia. "Guts" é uma das melhores canções da banda. "You Shoudn’t Go Away", "Resting Time" e "Loneliness" são dançantes e assobiáveis. Os novos integrantes colaboraram para um disco com algumas músicas com pique hard core. O disco fecha com dois bônus.

O último álbum da discografia é "Bruce Lee", lançado em 1999 para fechar a trilogia com atores de cinema. São três músicas de estúdio mais um show de divulgação de "Lee Marvin", com alguns "hits" dos álbuns anteriores.
Enquanto a banda se preparava para gravar o melhor álbum da carreira – palavras do próprio Zé Antônio – Alê decide sair e, no embalo, vão também Fávio e Eliane. Em 2001, Zé Antônio decide continuar e convida de volta o ex-vocalista Luís Gustavo. Para completar a banda, Pedrinho (ex-Killing Chainsaw) na bateria, Chuck (ex-Forgotten Boys no Baixo) e Ramon (ex-Strada) na segunda guitarra.
Com essa formação, o Pin Ups fez poucos shows e anunciou o fim durante o Circadélica em Sorocaba, em junho de 2001. Com 13 anos de carreira, a banda é a personificação do que é ser independente. Passar anos e anos tocando em buracos, gravando discos sem muitos recursos, vendendo pouco, mas sobrevivendo pelo amor à música.



Selo Plug


O SELO PLUG

  O ano era 1987, o país sofria a pior crise econômica de sua história. O então
  presidente José Sarney tramava para permanecer mais um ano no cargo,
  institucionalizando a já conhecida política do "é dando que se recebe". Eram
  tempos de recessão e incerteza. Depois do fracassado Plano cruzado II; A
  missão; de novembro de 86, era vez do Plano Bresser. Caminhávamos a passos
  largos para hiperinflação. Resumindo não estava fácil para ninguém.
  O que diga o emergente Rock Brasil, que não conseguiu passar incólume a este
  cenário de crise. Com a recessão o mercado consumidor se retraiu e as vendas
  de discos despencaram. Além disso depois de dois anos dominando as paradas o
  Rock Brasil dava sinais de desgaste. O RPM acabara. O Camisa de Vênus também. 
  Paralamas começara a olhar com bons olhos para o mercado exterior, e a Legião
  estava a beira de um colapso. A maioria das bandas da primeira leva do rock
  nacional tiveram que repensar suas carreiras, e aqueles que se aventuram a
  enfrentar a crise acabaram quebrando a cara.
  Foi o ano em que se separou o joio do trigo no rock nacional, que ficou claro
  quais bandas permaneceriam no primeiro time da MPB: Paralamas, Titãs, Legião
  Urbana. E quais cairiam para segunda divisão: Ultraje a Rigor, Capital
  Inicial, Barão Vermelho, Ira! e o resto. A verdade, que desse segundo grupo
  poucas bandas chegariam aos anos 90, mas isso já outra história.
  Pois não é que em meio ao caos econômico, dois empresários cariocas resolveram
  investir em uma nova safra de bandas nacionais. Criando o primeiro selo
  fonográfico dedicado, exclusivamente, ao rock nacional a pertencer a uma
  grande gravadora? Estamos falando evidentemente do malfadado Selo Plug.
  Olhando hoje em dia, qualquer um pode perceber que aquele não era o melhor
  momento para uma empreitada desse tipo. Mas perspicácia e ponderação, nunca
  foram características comuns entre aqueles que trabalham no meio fonográfico.
  Tudo começou com a coletânea Rock Grande do Sul, lançada no verão de 87, que
  reunia as bandas Engenheiros do Hawai, DeFalla, Garotos da Rua, Replicantes e
  TNT. Depois do Rio, São Paulo e Brasília, o Rio Grande do Sul era a bola da
  vez. A RCA/Ariola entusiasmada com o sucesso do álbum bancou a idéia de um
  selo especializado em rock, idealizado pelos empresários Tadeu Valério e
  Miguel Plopschi, possivelmente achando que encontraria um novo RPM no meio
  desse balaio de gatos.
  No entanto o Selo Plug estava destinado ao fracasso, com vendas medíocres e o
  sucesso passageiro de alguns poucos abnegados(Engenheiros do Hawaii e Nenhum
  de Nós) o selo foi mantido na ativa até o final de 89. Quando a BMG comprou a
  RCA/Ariola e acabou com a palhaçada. Num primeiro momento o selo foi
  abandonado, ficando apenas Engenheiros e Nenhum de Nós sob contrato. Depois,
  já nos anos 90, o projeto foi reformulado e vem se mantendo, até hoje, na
  vanguarda em matéria de lançamentos inócuos e medíocres, que resultam
  invariavelmente em fracassos monumentais.
  Além das bandas gaúchas TNT, Defalla, Engenheiros do Hawaii, Nenhum de Nós,
  Replicantes, Garotos da Rua, o selo gravou vários outros artistas. A maioria
  não deu nem para o começo e foi dispensada logo após o primeiro LP. Sintam o
  drama de algumas das primeiras bandas que gravaram pelo selo:
  Hojerizah; Banda de rock carioca,  gravou apenas dois discos para o selo.
  Sendo que o segundo só o crítico musical Arthur Dapieve ouviu falar. Chegou a
  ter um sucesso no meio underground roqueiro; o que significa menos que nada;
  com a música "Pros que estão em Casa". O vocalista Tony Platão é a pessoa mais
  indicada para fazer o papel da cantora Cassia Eller no cinema.
  Picassos Falsos; Também conseguiu o feito de gravar dois discos. Aquele "Oh"
  de espanto. É realmente espantoso, pois não se conhece ninguém que tenha
  ouvido nenhum dos dois discos. O segundo "Supercarioca" foi aclamado pela
  crítica musical da época, o que também não significava grande coisa. Afinal
  eram as mesmas pessoas que colocavam bandas como Fellini, Akira S, Maria
  Angêlica e outros enganadores da mesma estirpe, nas listas de melhores do
  ano...
  Violeta de Outono; Banda paulista reconhecida por seus shows ao vivo e por
  seu som progressivo(argh!!!). Gravaram um disco medíocre pelo selo plug e
  voltaram para o circuito "underground" de onde nunca deviam ter saído.
  Hanói-Hanói; Banda liderada pelo baixista/vocalista e letrista Arnaldo
  Brandão, que deve ter estudado na mesma escola para chatos que Lobão; e se
  formado com louvor! Parceiro de Cazuza; precisa dizer mais alguma coisa?; dono
  de uma das vozes mais irritantes do rock nacional, ganhou notoriedade por ter
  a música "Totalmente Demais" gravada por Caetano Veloso. Pra quem hoje em dia
  grava Peninha isso deve fazer algum sentido.
  Black Future; Quem? Onde? Como? Dupla de impostores cariocas dados a
  espetáculos performáticos e outras coisas cacetes metidas a besta. Chegaram a
  gravar um disco, alguém sabia disso?
  Obina Shock; O Cidade Negra dos anos 80... quer dizer, tão ruim quanto. A
  banda  estava a frente do  seu tempo, pois nos anos 80 a reggae music ainda
  não tinha muita audiência no país. Só na década seguinte o rítmo se tornaria a
  trilha sonora preferida de surfistas, maconheiros e outros desqualificados.
  João Penca e Seus Miquinhos Amestrados; Ah! com esse nome só poderia ser uma
  banda carioca... Já eram veteranos quando foram tirados do ostracismo para
  gravar um disco pelo selo Plug. O grupo havia gravado um disco antológico, com
  o sucesso "Telma eu não sou Gay", para gravadora Polygrana. Mas como acontece
  com toda banda engraçadinha, eles são divertidos no início, depois já não tem
  a mesma graça, e quando ninguém atura a mesma piada, são substituídos pela
  próxima bandinha engraçadinha da estação. No caso: Os Inimigos do Rei.
  Os Aliados - O selo Plug também era chegado numa picaretagem, vocês se lembram
  dos Os Melhores, do sucesso "Suzana". Pois é... tentaram reviver a banda com
  outro nome. Não deu certo. Mas não deu certo mesmo. Foi lançamentos errôneos
  como esse que transformaram o selo numa verdadeira máquina de queimar
  dinheiro, devidamente fechada algum tempo depois.
     


Wop Bop


Nos anos 70, 80 e 90 duas lojas disputavam a primazia de ter os melhores lançamentos importados e nacionais - a Baratos Afins e a Wop-Bop. Essa última tinha como um dos proprietários, René Ferri, amante de música, homem de fala mansa e tímido. Tão tímido que nem quis fornecer uma foto para essa matéria, me obrigando a colocar várias fotos de discos no lugar. As duas lojas também montaram seus selos e promoveram várias bandas nos anos 80. No caso da Wop-Bop, o primeiro EP do Violeta de Outono, Amor do Louco, do Fellini, Tabaporã de May East e o primeiro do Vzyadoq Moe. Meu primeiro contato com René em sua loja aconteceu em 1988 quando fui comprar o cassete Early Years, que ainda vinha com um fanzine e um flexi-disc de Fabio Golfetti. Pouco tempo depois, a loja fechou e René foi cuidar da vida com outras coisas.

Ataque Frontal



Tudo começou em Outubro de 1984, quando os sócios fundadores Renato Martins e Redson, guitarrista e vocalista da banda Cólera, resolveram montar um estúdio de gravação que serviria para ensaio e gravação das bandas punks da época, inclusive o Cólera. Chamaram um amigo para sócio, Marcos Seara Araújo, que também se identificava com o som punk, tendo ele saído do selo seis meses depois. Após uma detalhada pesquisa de preços de equipamentos, viram que a quantia necessária para se montar tal estúdio seria inviável. Decidiram então, gravar o Cólera no estúdio Gravodisc da Continental. Em Dezembro desse ano, mandaram prensar 1.000 cópias daquele que seria o primeiro disco do selo Ataque Frontal. 
Em Janeiro de 1985, foi lançado o primeiro LP do Cólera, "Tente Mudar O Amanhã". Dois meses depois, foi feito o show de lançamento do disco no Teatro Lira Paulistana, cultuado ponto da cena alternativa na época. O evento ocorreu nos dias 15, 16 e 17 de Março, com algumas bandas amigas sendo convidadas para tocar junto.
A programação foi essa: Dia 15 - Juízo Final, com a participação especial da banda baiana, Homicídio Cultural, tocando 3 músicas com o Redson na bateria. Dia 16 - duas bandas foram convidadas, Vírus 27 e Lobotomia, que estava começando. Dia 17 - os já famosos Ratos de Porão, numa rara apresentação como trio, pois o João Gordo havia deixado a banda após o 1º LP, tendo voltado para o RDP para as gravações da coletânea "Ataque Sonoro" e não saído mais até hoje. Os shows foram todos gravados em fitas cassetes, com excessão do Juízo Final, e a gravação do dia 17 resultou no segundo lançamento do selo, o LP "Ao Vivo" com Cólera e Ratos de Porão. Esse foi o segundo lançamento do selo, tendo as primeiras 1.000 cópias em vinil verde. A idéia de lançar esse disco foi do Renato após verificar que a fita cassete scotch em que estava gravada, tinha uma qualidade razoável. Esse LP viraria uma raridade alguns anos depois, pois seria retirado de catálogo devido as desavenças criadas entre ambas as bandas. 
Algumas dessas gravações em cassete, serão colocadas como faixas extras nos CDs do Ataque Frontal, como é o caso do CD "Ataque Sonoro", que tem 2 músicas extras do Cólera, Lobotomia, Vírus 27 e Homicidio Cultural. 
O LP "Sub" tinha sido lançado originalmente pelos Estúdios Vermelhos, selo anterior do Redson, em 1983. Na versão original a capa tinha 3 erros graves. O primeiro era a abertura da capa, feita pelo lado contrário. O segundo era a cor vermelha em outro tom, diferente do planejado. Por fim, as músicas da banda Psykóze e Ratos de Porão tinham os nomes diferentes do vinil. O Ataque Frontal reprensou o disco como era para ter sido concebido originalmente, sendo as primeiras 1.000 cópias com vinil vermelho.
A gravadora seguia a todo vapor. Nessa epóca começou a ser planejada uma coletânea com várias bandas punks que estavam se destacando na cena. O disco teria 10 bandas, fato inédito até então, visto que as outras duas compilações punks brasileiras tinham 3 bandas - "Grito Suburbano" - e 4 bandas - "Sub". 
Em Outubro de 1985 saiu a coletânea "Ataque Sonoro", com Vírus 27, Ratos de Porão, Cólera, Lobotomia, Garotos Podres, Grinders, Armagedom e as cariocas Auschwitz, Desordeiros e Espermogramix.O Ataque Frontal fecha o ano com 4 Lps lançados, fato sensacional, em se tratando de um selo independente de punk no Brasil.
Começa 1986. O Cólera grava seu segundo LP, "Pela Paz Em Todo Mundo", que se tornaria o maior êxito do Ataque Frontal. As primeiras 1.000 unidades se esgotaram em exatos 2 dias, sendo vendidas até as 100 cópias que estavam reservadas para a imprensa e promoção.A segunda prensagem, mais 1.000, acabou em 5 dias. No total, esse disco vendeu em torno de 12.000 cópias. Se não fosse a demora da entrega da prensagem, com certeza teria vendido muito mais. Se tornou o segundo maior disco punk em vendagens, só sendo superado pelo 1º disco dos Garotos Podres, distribuído pela Lup Som, via BMG Ariola.
Nessa mesma época, o Redson teve a idéia de gravar uma banda de um estilo um pouco diferente. A banda Varsóvia do ABC paulista, que se inspirava em Joy Division, e tinha a música Noites estourada nas rádios rock daquela época, a 97 FM de Santo André e a 89 FM, que aquela altura dava uma tremenda força para a cena alternativa. As primeiras 1.000 cópias se esgotaram muito rapidamente, sendo que as lojas Wop Bop Discos e Bossa Nova, do centro de São Paulo foram responsáveis pela venda de quase metade dessa tiragem. Como 1986 foi o ano do Plano Cruzado, tudo se vendia que nem água, e por isso as prensas da Gravadora Continental estavam lotadas e para se prensar um disco demorava no mínimo 3 meses. Aproveitando que o disco ia vendendo bem, chegando na casa das 3.000 cópias vendidas, foi decido fazer mais 2.000. Foi o maior erro do selo, pois quando essas cópias ficaram prontas, as vendas tinham parado e se tornou o único e grande encalhe da história do Ataque Frontal.

Aproveitando a boa fase de vendas e com a grana entrando, foram colocadas duas bandas do ABC paulista no estúdio Vice-Versa, com produção do Redson, para a gravação de seus respectivos discos. A banda Kães Vadius foi descoberta por Renato através de um anúncio do jornal Rocker do ABC. Foi feito um primeiro contato com George G., guitarrista deles, e após uma audição da fita demo, foram imediatamente contratados, pois a AF queria expandir seus lançamentos com estilos diferentes dentro do cenário alternativo e o Psychobilly com certeza, era um desses estilos. O disco deles contou com a participação especial de duas figuras ilustres da cena musical, Kid Vinil que dividiu os vocais com Hulk numa música e André Christovam na guitarra em outra.
A outra banda era o Grinders, pioneiros no estilo skate-punk e um dos destaques da coletânea "Ataque Sonoro", que arrebataram vários fãs e já mereciam um LP próprio. Aliás, só para citar, essa era uma das intenções no lançamento dessa coletânea, dar projeção e revelar novas bandas. 
As únicas "famosas" na época, eram o Cólera e o Ratos de Porão, que já possuiam LPs individuais, e depois desse disco, quase todas as outras saíram em discos próprios, como foi o caso do Grinders pelo Ataque Frontal, Desordeiros e Vírus 27 pela Devil Discos, Lobotomia pela New Face Records, Armagedom pelo selo deles mesmos, Garotos Podres pela Rocker e depois Lup Som.
A meta foi alcançada e com mais esses dois discos, a AF encerra 1986 com 4 lançamentos novamente.
Em Março de 1987, Redson parte com sua banda para uma longa e bem sucedida turnê pela Europa. O AF ajudou a financiar boa parte das passagens do Cólera que ficou 5 meses excursionando pelo Velho Continente. Durante o período de ausência do sócio, Renato tocou sózinho os projetos do selo. Uma das prioridades era a melhoria da distribuição, que até então não contava com a venda para atacadistas. Com mais esse objetivo alcançado e com o dinheiro dessas vendas, várias dívidas foram pagas e novos projetos colocados em andamento. 
Um deles era o primeiro lançamento internacional do AF: a banda finlandesa Massacre. O álbum mostrava uma fase da banda entre 1984 e 1986 e as faixas foram tiradas de dois Eps e uma fita demo, sendo lançado em um único LP apenas no Brasil. Esse disco teve toda a parte visual criada por Adherbal, guitarrista do Lobotomia. O detalhe é que a própria banda exigiu que ele desenhasse a capa.

O outro projeto era a gravação de uma nova coletânea. A mesma fórmula do "Ataque Sonoro" foi usada, 6 novas bandas sem disco próprio, Não Religião, Pupilas Dilatadas, Skárnio, Repúblika, Os Laranjas e Indecisus, e só uma consagrada, Olho Seco, foram escolhidas para o "Contra Ataque". Para produtor foi convidado Clemente, dos Inocentes, que já se aventurava pelos estúdios como produtor. O resultado foi completamente satisfatório, sendo este o disco mais bem elaborado técnicamente da gravadora até então.

Em Agosto, com a volta do Cólera da Europa, a banda teve uma exposição muito boa na mídia, chegando a fazer parte da entrevista central da revista Bizz, dividindo as atenções com as estrelas dos Paralamas do Sucesso. Para aproveitar essa repercussão, o Renato queria que fosse lançado um disco ao vivo com as várias gravações dos shows pela Europa. Começaram então, as primeiras desavenças entre os sócios, porque o Redson queria lançar um EP de Natal e era contra o disco ao vivo. Mais tarde foi explicado o porque, pois seria lançado pelo seu próprio selo após sua saída da AF. Ele vence a parada e a banda entra no estúdio Guidon em Setembro para a gravação das 4 músicas do tal EP. 
O título do disco? "É Natal!!?". Esse disco teve uma vendagem muito fraca, pois devido ao atraso na prensagem acabou saindo uma semana após o Natal e além do mais, era um EP, e as lojas no Brasil não estavam acostumadas com esse tipo de produto e o vendiam pelo preço de LP, tornando-o caro para o público consumidor. Assim, a AF encerra 1987 com só 3 lançamentos.
A saída de Redson do selo era evidente e tal fato se concretizou em 1988. Na partilha dos bens da firma ficou estipulado entre ambas as partes que o valor de venda dos 2 LPs e do EP do Cólera, era o mesmo do restante dos outros títulos. Então a AF foi dividida e o nome ficou com o Renato, pois foi ele quem o criou. Após isso, Redson montou outro selo, chamado A.Indie, que durou poucos meses e na sequência ele vendeu todos os direitos fonográficos dos discos do Cólera, incluindo o "Sub", para a Devil Discos, que os relançou todos em vinil.
Logo após a divisão da firma, a AF continua e os Kães Vadius entram no estúdio Nosso Estúdio de 24 canais para a gravação do EP "Delirium Tremens". Foi novamente escolhido o formato EP, mas dessa vez foi por motivos econômicos, pois a gravadora estava sem verba. A banda havia ganho essas 8 horas de estúdio como parte do pagamento de um cachê para um show. Foi chamado André Christovam para a produção técnica e a qualidade do disco ficou absurdamente boa. Esse disco teve uma aceitação relativamente boa, pois os Kães Vadius tocavam bastante e ajudavam a divulgar o disco com uma excelente performance psycho. Fizeram dezenas de apresentações nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.
Ainda dentro de 1988 foi organizado um show do programa alternativo Independência Ou Morte! da 89 FM, com as bandas Grinders, Não Religião, Lobotomia e Cólera. Esse show seria gravado ao vivo e lançado em LP com o nome do programa. Foi alugada uma unidade móvel, o Estúdio Móvel e gravado em 24 canais no dia 20 de Novembro no Dama Xoc em São Paulo. As mixagens foram feitas durante 5 dias de Janeiro de 89 no estúdio Gravodisc por Haroldo Tzinulnik, que também produziu o disco, e foram marcadas com antecedência e mesmo sabendo da data, Redson não compareceu ao estúdio para as mixagens das faixas do Cólera, que foram feitas sem a sua presença, pois o estúdio não tinha mais horários disponíveis. Contrariado, ele reclamou da mixagem final e após uma decisão irrevogável da AF, as faixas da banda foram excluídas do LP "Independência Ou Morte!" lançado em Março. Vale citar que essas gravações foram as melhores feitas pela banda até hoje e a fita se perdeu alguns anos depois. Outro detalhe desse disco, é que ele foi inteiramente gravado em vídeo para lançamento simultâneo, só que a produtora de vídeo contratada aumentou abusivamente o preço acertado para a edição e a AF desistiu do projeto. Provavelmente essas imagens devem estar jogadas em alguma prateleira até hoje, se é que não foram apagadas. Foi uma pena porque as imagens ficaram excelentes, pois foram filmadas com 2 câmeras profissionais e com várias cenas de bastidores e todas as bandas ao vivo.
Mantendo os contatos internacionais em dia, Renato fecha um acôrdo com Dave Dictor, vocalista da banda M.D.C. da Califórnia, para lançamento de 2 LPs deles em terras brasileiras. Desse modo, foi lançado aqui o LP "Millions of Dead Cops", para muitos um dos melhores discos de hardcore da história. Era previsto também, o lançamento do disco "Multi-Death Corporation", que infelizmente não chegou a ocorrer.

O selo Sulcos Suicidas fez uma parceria com a AF para lançamento do compacto de 7" da banda Pupilas Dilatadas, que havia participado do "Contra Ataque". Eles bancaram a gravação do disco, que teve a produção do então desconhecido Carlos Eduardo Miranda, e a AF arcou com todos os outros custos. Foram feitas 1.000 cópias desse compacto, contando com todas as dificuldades da vendagem desse formato de disco. Quando a AF fechou o escritório e depósito na Rua Barão de Itapetininga, centro de São Paulo, foram deixadas guardadas umas 400 cópias do compacto e mais alguns fotolitos no depósito do edifício, que meses mais tarde foram jogados fora inavertidamente pelo zelador.
Dessa forma em 1990 se encerrou a história da AF, um selo independente que tentou sobreviver no Brasil, com todas as dificuldades da época.